As tipologias mais procuradas

As tipologias mais procuradas

As tipologias mais procuradas

O tamanho das casas continua a pesar muito na decisão de quem compra ou investe em imobiliário em Portugal.

Há quem procure espaço para a família crescer com tranquilidade, um quarto extra para visitas, uma divisão para trabalhar em casa ou até uma área dedicada ao exercício físico. Esta procura por metros quadrados adicionais também se reflete no mercado de arrendamento.

Moradias maiores, apartamentos mais compactos

De acordo com dados recentes do idealista relativos ao trimestre terminado em novembro de 2025, quase 70% do interesse por moradias à venda concentra-se em imóveis com três ou mais quartos. A tendência repete-se nas casas de campo, onde os compradores privilegiam claramente áreas mais amplas.

Nos apartamentos, o cenário muda. Apenas cerca de um terço dos interessados aponta para tipologias maiores (T3, T4 ou superiores). A maioria, cerca de 61%, inclina-se por casas mais pequenas, sendo os T2 os grandes favoritos, responsáveis por 42% da procura.

Os prós e contras das casas espaçosas

Mais divisões significam, regra geral, maior conforto, versatilidade e qualidade de vida. No entanto, há custos a considerar. Imóveis maiores costumam exigir um investimento inicial mais elevado e implicam despesas contínuas superiores, como IMI, condomínio, manutenção e limpeza, além de maiores gastos com energia, seja em eletricidade, aquecimento ou ar condicionado.

O que lidera a procura em cada tipo de imóvel

Nas moradias, a tipologia T3 surge no topo com 38% das preferências, seguida de perto pelas T4 ou superiores, com 32%. Nos apartamentos, os T2 destacam-se claramente com 42%, enquanto os T3 ficam nos 30%. Já nas casas de campo, a procura reparte-se de forma mais equilibrada entre T4 ou superiores (30%), T3 (26%) e T2 (23%).

Do lado da oferta, as moradias T3 e T4 (ou maiores) representam 83% do stock disponível nos últimos três meses, ficando os T2 com 13% e os T1 com apenas 4%. Nas casas de campo, os imóveis com pelo menos três quartos dominam a disponibilidade (63%), enquanto os T2 correspondem a 15% e os T1 a 17%.

Por fim, uma curiosidade: os estúdios, ou T0, continuam a ser a opção menos procurada em todos os segmentos analisados.

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