Crédito consolidado, 8 dicas

Crédito consolidado, 8 dicas

Crédito consolidado, 8 dicas

Um crédito consolidado mais económico permite reduzir encargos ao reunir várias prestações numa única mensalidade. Para identificar a melhor alternativa, é essencial avaliar aspetos como o tipo de empréstimos incluídos, as taxas de juro praticadas e os prazos de pagamento.

A consolidação de créditos é, de facto, uma solução eficaz para diminuir despesas e reorganizar as finanças pessoais, criando maior folga no orçamento mensal. Contudo, nem todas as propostas se adequam a todos os perfis. Saiba como tomar a decisão mais acertada.


Qual é o melhor crédito consolidado?

A melhor solução é aquela que gera uma poupança real todos os meses e reduz a taxa de esforço associada aos empréstimos existentes.

Por isso, deve procurar não só taxas mais baixas, mas também menores custos em comissões e outras despesas. Além disso, a escolha depende do tipo de créditos que pretende juntar, incluindo ou não o crédito habitação.

O objetivo é encontrar uma opção ajustada às suas necessidades e ao seu rendimento mensal. Para tal, todo o processo deve ser claro e seguro, recorrendo apenas a entidades fiáveis e autorizadas pelo Banco de Portugal.


Quanto é possível poupar ao consolidar créditos?

Ao reunir vários empréstimos numa só prestação, pode poupar centenas de euros por mês. Veja dois exemplos ilustrativos:

João, três dívidas num total de 9.500 euros

João tem um crédito pessoal de 2.500 euros com uma mensalidade de 90 euros, um crédito automóvel de 6.000 euros com prestação de 250 euros e ainda 1.000 euros em dívida num cartão de crédito, pagando 50 euros por mês. No total, desembolsa 390 euros mensais, mas quer reduzir este valor para investir num MBA.

Com a consolidação, passaria a pagar 219,17 euros por mês durante 60 meses, poupando 170,83 euros mensais, ou seja, cerca de 2.049 euros por ano.

Inês, dois créditos num total de 13.000 euros

Inês ainda tem 3.000 euros por liquidar de um crédito para obras, pagando 150 euros por mês, e 10.000 euros de um crédito automóvel, com prestação de 360 euros. As duas mensalidades somam 510 euros, valor que pesa no orçamento. Após simular a consolidação, recebeu várias opções:

  • 243,54 euros durante 84 meses

  • 254,30 euros durante 78 meses

  • 267,07 euros durante 72 meses

  • 282,39 euros durante 66 meses

  • 301,01 euros durante 60 meses

Dependendo do prazo, a poupança mensal variaria entre 208,99 e 266,46 euros, superando os 2.500 euros por ano.

Os valores apresentados são meramente indicativos e baseiam-se nas condições existentes à data da simulação (TAEG de 15,6%). Para saber quanto pode poupar no seu caso, é indispensável fazer simulações personalizadas.


Que fatores considerar para escolher a opção mais barata?

A poupança é o principal motivo para recorrer ao crédito consolidado, mas a simplificação da gestão financeira, com apenas uma prestação mensal, é outra vantagem importante. Antes de decidir, analise cuidadosamente os pontos seguintes.

1. Definir quais os créditos a incluir

Nem todos os empréstimos precisam de ser consolidados. Geralmente, faz sentido integrar aqueles com juros mais elevados, como cartões de crédito ou créditos pessoais.

Quanto ao crédito habitação, a decisão exige cuidado, pois passa a existir uma hipoteca e, muitas vezes, prazos mais longos. Se faltar pouco tempo para terminar o empréstimo ou se a prestação for baixa, pode não compensar.

2. Escolher entidades autorizadas

A segurança é fundamental. Desconfie de promessas irrealistas e confirme sempre se a instituição é supervisionada pelo Banco de Portugal, garantindo o cumprimento da lei e a proteção dos seus direitos.

3. Fazer várias simulações

Comparar propostas é essencial. Simule em diferentes entidades e com vários prazos para perceber qual oferece as melhores condições.

4. Ler atentamente a FIN

A Ficha de Informação Normalizada apresenta todos os detalhes relevantes, como:

  • Tipo de crédito, montante, duração e forma de pagamento

  • Condições de reembolso antecipado

  • Garantias exigidas

  • Custos, seguros e comissões

5. Avaliar a TAEG e o MTIC

Dois indicadores ajudam a comparar propostas:

  • TAEG, que reflete o custo total anual do crédito, incluindo juros e encargos

  • MTIC, que mostra quanto irá pagar no total ao longo do contrato

6. Calcular a taxa de esforço

O objetivo é reduzir o peso das prestações no orçamento. Analise o impacto de cada proposta, lembrando que mensalidades mais baixas costumam implicar prazos mais longos.

7. Comparar prazos de pagamento

Prazos curtos significam prestações mais altas, mas menos juros no total. Prazos longos aliviam a mensalidade, mas tornam o crédito mais caro. Avalie cuidadosamente os prós e contras, sobretudo se incluir o crédito habitação.

8. Negociar condições

Use as simulações como argumento para tentar melhorar taxas, custos ou prazos. Mesmo que nem sempre consiga uma resposta positiva, a negociação pode resultar em poupanças adicionais.


Quais os requisitos para pedir um crédito consolidado?

O pedido será avaliado para verificar a sua capacidade financeira. Não ter prestações em atraso nem registos de incumprimento é fundamental. Ter um emprego estável, um cotitular ou apresentar garantias, como um fiador, aumenta as hipóteses de aprovação.

Para acelerar o processo, reúna:

  • Documento de identificação

  • Comprovativo de morada

  • IBAN

  • Prova de rendimentos

  • Mapa de Responsabilidades de Crédito do Banco de Portugal

  • Comprovativos das dívidas a consolidar

Em síntese, o crédito consolidado pode ser uma solução eficaz para aliviar o orçamento quando existem várias prestações, permitindo poupar e, em alguns casos, obter financiamento adicional. Antes de avançar, faça uma simulação e compare propostas para perceber o real impacto no seu bolso. 

Contacte a Crédito Aqui para mais informações. 

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